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Veja dicas para se preparar para concursos da área fiscal

Secretaria da Fazenda do Rio recebe inscrições para 40 vagas.
Similaridade entre concursos é vantagem para quem quer seguir a carreira.

Lia Salgado* Especial para o G1, do Rio

Começaram nesta segunda-feira (26) as inscrições para 40 vagas de fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro. O edital confirma a tendência dos últimos anos: as matérias cobradas nos concursos da área fiscal estão convergindo de tal modo que praticamente só as legislações específicas diferem uma prova da outra. É uma vantagem para quem deseja seguir a carreira, porque pode se preparar a um só tempo para diversos concursos.

O edital em questão é bastante similar ao do concurso de 2009 da Receita Federal, com os ajustes referentes às matérias específicas. A banca examinadora é a Escola de Administração Fazendária (Esaf) e haverá uma segunda fase com prova discursiva para os 190 primeiros aprovados da ampla concorrência e os 10 primeiros candidatos com deficiência.

É importante que o candidato leia com atenção o programa exigido em cada disciplina, pois, no caso de raciocínio lógico-quantitativo, por exemplo, estão contidos conteúdos de estatística, matemática e matemática financeira. Para quem estiver iniciando a preparação agora, o melhor é aproveitar provas anteriores da Esaf para direcionar melhor o estudo da teoria, sempre de olho nos itens do edital.

Investimento de pelo menos dois anos
De maneira geral, os concursos da área fiscal costumam cobrar grande quantidade de matérias, entre 15 e 20 disciplinas. Por este motivo, é necessário estabelecer uma estratégia para a preparação, a fim de que seja possível obter um bom resultado ao fim de algum tempo.

Também é preciso um tempo mínimo de dedicação (dois anos em média) para o candidato estar apto a ser aprovado - tempo que pode ser maior em razão de situações específicas e da frequência dos editais ou, claro, também pode ser menor: existem exceções.

Como começar a preparação
O mais indicado é iniciar o estudo pelas matérias básicas, que caem em todos os concursos da área e servirão de suporte para a compreensão das que serão estudadas posteriormente: português, direito constitucional, direito administrativo, direito tributário, contabilidade, matemática financeira e estatística.

O início é um pouco assustador porque os conteúdos são desconhecidos para a grande maioria e será preciso aprender matérias de exatas e outras que exigem muita leitura: os direitos. Como, em geral, temos mais facilidade para uma coisa ou outra, todos têm de enfrentar alguma dificuldade adicional no estudo de disciplinas para as quais não têm aptidão natural. Por outro lado, isso torna o concurso bastante democrático.

O ideal é estudar as matérias iniciais a cada período de uma semana ou quinzena, podendo ser uma a cada dia ou alternar mais de uma a cada dia, dependendo do tempo disponível e do perfil do candidato. Na distribuição de tempo, vale priorizar as que têm conteúdo maior e aquelas em que se tem mais dificuldade.

Fase de “manutenção”
A partir da sedimentação do núcleo básico, as primeiras matérias entram na fase de “manutenção” e pode ser incluído outro grupo, que seria o “básico ampliado”: os direitos civil, penal e empresarial, administração pública, administração financeira e orçamentária, finanças públicas, economia, auditoria e raciocínio lógico.

É preciso organização para dar conta de tantas matérias ao mesmo tempo. Estabelecer os dias e horários de estudo e definir as matérias a serem estudadas a cada dia permite que o candidato visualize de forma mais clara as metas a serem cumpridas a cada mês.

Chegando a este ponto, o candidato estará em boas condições de concorrer quando for publicado um edital. Ainda faltarão algumas matérias, mas essas podem variar de um concurso para outro. Além disso, faltarão as matérias especificas, pertinentes a cada esfera de fiscalização.

Pontuação
É importante verificar como será feita a contagem de pontos, os mínimos exigidos por matéria, grupo ou total da prova. Se houver muitas matérias que ainda não foram estudadas, em alguns casos pode valer mais a pena abandonar aquela em que o candidato esteja muito fraco e que não conte pontos isoladamente e reforçar o estudo de outra em que ele possa ter desempenho excelente e garantir a pontuação necessária no grupo.

Fique atento para garantir o mínimo necessário de pontos em cada quesito, de acordo com os critérios de aprovação.

É prudente lembrar que reprovações podem acontecer no percurso de um projeto dessa grandeza. Fazem parte do currículo de pessoas que depois foram aprovadas entre primeiros colocados. O importante é entender onde é preciso corrigir a trajetória e seguir em frente.

* Lia Salgado, fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”

g1.com
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